Adobe para todos

A terra crua, uma das matérias-primas mais antigas e abundantes do mundo, está presente em casas tão sustentáveis quanto elegantes e modernas. Um resgate do passado de olho no futuro do planeta.

Metade da população mundial vive em casas de terra. A grande maioria em regiões de extrema pobreza da África. Mas não só. A técnica aparece em cidades históricas brasileiras, como em casarios de Ouro Preto, MG, em endereços pouco ou nada associados à escassez de recursos, como na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, num hotel cinco estrelas em Sydney, em bairros inteiros franceses e residências vanguardistas na Alemanha e na Áustria.

Para a surpresa de alguns frequentadores do restaurante Dalva e Dito, dos chefs Alex Atala e Alain Poletto, a construção de terra está presente ali, em pleno Jardins, bairro nobre da capital paulista. Chamado para idealizar a reforma do espaço, o designer Marcelo Rosenbaum resgatou o superadobe para harmonizar com a culinária colonial brasileira assinada pelos estrelados chefs. “Usamos barro socado dentro de sacos de propileno colocados em camadas. Na parede da entrada fizemos um recorte em forma de esfera que mostra exatamente a execução”, explica Rosenbaum.

Por simpatia à técnica, gosto estético ou impulsionado por uma preocupação atual – a construção civil é uma das que mais causam impacto ambiental -, o adobe tem sido revisitado. E aos poucos vai criando oportunidade de retirar a poeira de alguns conceitos. “O uso da terra crua é uma importante contribuição para a economia de energia e a redução da poluição no planeta”, diz o engenheiro e arquiteto alemão Gernot Minke, diretor do Laboratório de Construções Experimentais da Universidade de Kassel e considerado uma das maiores autoridades no assunto.

São muitas, aliás, as energias economizadas numa construção como essa. Feitos de barro e um pouco de palha para dar liga – às vezes com pitadas de cal ou cimento, usados como estabilizante -, os tijolos de adobe, diferentemente dos cerâmicos, não passam pela etapa da queima em fornos de alta temperatura. Secam à sombra ou ao sol, evitando, com isso, desmatamento – pois não é necessário lenha para alimentar os fornos – e liberação de gás carbônico no ar, resultado da combustão.
A obra limpa não causa impacto nem mesmo com transporte, uma vez que o tijolo pode ser produzido com o solo do local da construção.

Outra qualidade da técnica é sua inércia térmica, ou conforto térmico. “Uma casa feita de terra crua respira e não gera mofo”, diz Peter van Lengen, bioarquiteto e coordenador do Tibá, instituto de bioarquitetura localizado em uma fazenda próxima a Nova Friburgo, RJ. O arquiteto Gugu Costa, de São Paulo, coloca na marca do termômetro o prazer que essa característica do adobe traz: “A temperatura média de conforto para o corpo humano é de 22 a 28 graus.

Uma casa de tijolo e telha cerâmica, no verão, amanhece com temperatura de 17 graus em seu interior e à noite pode chegar a 34 graus. Por isso, vai precisar de ar-condicionado – o que representa um gasto energético e financeiro.

 

Fonte: planetasustentavel.abril.com.br

Quatro prédios incríveis feitos de materiais reciclados

 

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Os recicláveis podem ir muito além de um simples “faça você mesmo”. Se com uma garrafa PET você consegue fazer um porta-canetas, com milhares desse material é possível erguer grandes construções, reutilizando este resíduo e diminuindo o uso de cimento, elemento da construção altamente agressivo à natureza.

O EcoD separou exemplos de mais uma das infinitas possibilidades do que pode ser feito com materiais nocivos à natureza que não serão mais utilizados.

  • Papel

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Revistas, jornais e papel de escritório, esses materiais serão a matéria-prima utilizada na construção de um teatro que pode vim a fazer parte do cenário parisiense. O projeto do Studio Andrew Todd, em Paris, integra o concurso de design de teatros sustentáveis chamado de World Stage Design 2013, que acontece em Cardiff, no País de Gales, em setembro.

Os fardos de papel reciclado serão empilhados e montados de forma circular em andares criados por andaimes, formando uma parede grossa que não permite a entrada do som exterior. Já o telhado do teatro será feito de uma cobertura reciclada de tendas de circo esticada sobre uma armação de bambu.

  • PET

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Após três anos de pesquisas, planejamento e trabalho intenso, um grupo asiático de empresas e fabricantes dos setores de comunicação, construção, químicos e têxtil, o Far Eastern Group, revelou ao mundo o Eco Ark, um prédio localizado na cidade de Taipei, em Taiwan, construído com 1,5 milhão de garrafas PET.

Orçado em cerca de R$ 5 milhões, a construção preza tanto pela atitude ecológica, como também pela funcionalidade do prédio. Com três andares, o Eco Ark conta com anfiteatro, salão de exposições e usa água da chuva coletada para o seu sistema de resfriamento.

  • Vidro

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O que você faria com um milhão de garrafas de cerveja vazias? Os monges budistas da província de Sisaket, na Tailândia, aproveitaram para construir um templo. Isso mesmo, eles coletaram as garrafas de vidro na comunidade, localizada a 640 km de Bangkok, na Camboja, e reaproveitaram todo o material que iria para o lixo.

Toda a disciplina, dedicação e paciência desenvolvida no templo Wat Pa Maha Chedi podem ser percebida no trabalho que ocupa todas as áreas do ambiente religioso. Dos banheiros até o crematório, tudo é feito com as garrafas de vidro verde e marrom.

Plástico

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Shanghai Corporate Pavilion, também chamado de Dream Cube, é construído com caixas de CDs reutilizadas e sua fachada é inteiramente coberta com luzes LEDs cujas cores estão em constante fluxo.

Ao entrar no pavilhão, os visitantes já são informados de que suas ações podem ter efeito na iluminação. Em vez de serem controlados por computadores, os LEDs mudam de cor com as ações de grupos dentro do pavilhão, como palmas e movimentos de braços.

O terraço do prédio possui placas para coletar energia solar utilizada para aquecer água; além disso, há coletores da água da chuva, que é filtrada e armazenada para o uso.

 

 

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/julho/quatro-predios-incriveis-feito-de-materiais?tag=arquitetura-e-construcao

EcoD lista 4 alternativas sustentáveis para a construção civil

Em qualquer construção civil, seja ela uma casa, hospital ou prédio empresarial, faz-se necessária a existência de um piso, de paredes, de uma tubulação e de um telhado. O EcoD mostra que, para construir, todos esses elementos básicos podem ser sustentáveis.

Concreto Verde

Pesquisadores da USP começaram a produzir um concreto sustentável que é mais resistente do que o cimento tradicional. O cimento, que é a base do concreto, foi diminuído da fórmula para que um aditivo superplastificante pudesse ser colocado. Composto por policarboxílicos, o aditivo cobre “os vazios dentro do concreto”, explicou Tobias Pereira, autor do estudo.

“O aditivo cria repulsão entre as partículas de cimento e é como se você tivesse mais cimento reagindo, o que torna o concreto mais fluido. Como ele é fluido, apenas seu peso já é suficiente para moldá-lo”, explicou Pereira, esclarecendo que é no processo de fabricação do produto que esses flocos vazios aparecem.

O pesquisador, que lembrou que a criação do concreto já havia sido apontada em 2008, afirmou ainda que por usar menos cimento, o concreto contribui para o meio ambiente, diminuindo a emissão de CO2 para a atmosfera. Na indústria do concreto, 90% do gás carbônico emitido vêm da fabricação do cimento.

concreto-verde.jpgConcreto desenvolvido elimina espaços vazios e torna-se mais resistente/Foto: Divulgação

O concreto verde, além de emitir menos dióxido de carbono, é mais resistente porque, ao ocupar os espaços vazios, ele se torna mais consistente e pesado, demorando mais inclusive para ser substituído. Por isso que o concreto ecologicamente correto tem uma utilidade importante também para o mercado.

“O novo concreto é de alta resistência e ainda usa menos cimento que o tradicional. Ele é bem competitivo porque em obras de maior dimensão, como edifícios altos, pontes e viadutos, podem ser usadas peças menores e se economiza nas dimensões de pilares e outras estruturas de sustentação”, afirmou o engenheiro.

Piso reciclado

Além das paredes e do concreto, para se criar uma casa é preciso primeiramente um piso. Como solução de piso sustentável, a Locaville, empresa que vende equipamentos para pisos industriais, desenvolveu uma fibra reciclada a partir do aço. Essa tecnologia, chamada de EcoFibra, é usada na mistura de concreto aplicado aos pisos.

ecofibra.jpgEcoFibra da Locaville utiliza aço reciclado/Foto: Divulgação

Dessa maneira, a indústria do aço que emite 1,46 toneladas de CO2 para cada tonelada de aço produzido, não terá mais de fabricar tanto material. O setor de construção civil no país consome mais de 30% na produção nacional do minério.

A Locaville compra as chapas de aço descartadas pela indústria e a submete a um processo que torna o aço até mais eficiente e com maior aderência ao concreto do que o tradicional.

Tubulação verde

Durante a construção de uma casa é necessária uma tubulação que canalize a água até o esgoto. Mas como tornar o PVC, principal componente dos tubos e conexões, uma ferramenta sustentável no interior da casa? A Braskem, empresa brasileira de fios e cabos, desenvolveu um plástico verde extraído de etanol de cana-de-açúcar para suprir essa demanda ecológica.

imagem-1.jpgPlástico verde é produzido na planta da Braskem no RS/Foto: Divulgação

O plástico criado é feito 100% de fontes renováveis, diferente do tradicional polietileno, de origem fóssil. O projeto da companhia, lançado em 2007, inaugurou sua primeira planta de Eteno Verde em 2010 no Rio Grande do Sul (Triunfo) e hoje já é considerado líder na produção desses biopolímeros.

Para cada tonelada de polietileno verde produzido (e a estimativa é de que se fabrica 200 mil toneladas deles por ano) são capturados e fixados até 2,5 toneladas de CO2 na atmosfera, segundo informações da empresa que gastou cerca de R$ 500 milhões na implementação da planta. Em 2012, a Braskem deve instalar ainda uma segunda planta do plástico verde, agora no Nordeste brasileiro, em Alagoas.

Telhados verdes

A técnica dos telhados verdes já é praticada em grandes cidades e empresas por todo Brasil. A empresa Ecotelhado, uma das pioneira na instalação dos telhados vivos, tem trabalhado bastante na implantação da tecnologia em casas, empresariais e outros edificios.

Porém, desde 2010 os hospitais começaram a investir na tecnologia, visando uma melhor qualidade e temperatura do ar nas redondezas e mesmo dentro de clínicas.

ecotelhado.jpgTelhado verde nos hospitais podem ajudar na recuperação de pacientes/Foto: Paulo Guimarães/Divulgação

Dentre os primeiros a receberem a tecnologia estão o Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, e o Hospital da Zona Sul, em São Paulo. Segundo informações dos próprios estabelecimentos médicos, uma melhoria na eficiência energética do local, na inserção harmônica e no conforto térmico foram sentidos dentro e pelo entorno dos lugares.

Além de estimular a biodiversidade nos locais onde são colocados, ” os telhados verdes beneficiam bastante na recuperação de pacientes”, afirmou o diretor da Ecotelhado, João Feijó ao portal da revista Fator Brasil.

Fonte:http://www.ecodesenvolvimento.org/dicas-e-guias/guias/2012/janeiro/ecod-lista-4-alternativas-sustentaveis-para-a?tag=arquitetura-e-construcao

 

Dubai anuncia o edifício mais sustentável do mundo

dubai-9.jpgDos 110 pontos máximos a serem atingidos, o local recebeu 107

Enquanto o Brasil quer alcançar o posto de terceiro lugar no mundo em edificações sustentáveis, Dubai sai mais uma vez na frente e anuncia o edifício mais ambientalmente correto do mundo. A loja de produtos ecológicos localizada em Sheikh Zayed Road desbancou o Bullitt Center, um edifício comercial em Seattle, nos Estados Unidos, que ocupava o topo do ranking.

The Change Initiative recebeu a certificação Leed Platinum com uma pontuação digna do prédio mais sustentável do planeta. Dos 110 pontos máximos a serem atingidos, o empreendimento recebeu 107 após avaliação feita pela Green Building Council dos EUA (USGBC), que supervisiona as diretrizes de sustentabilidade Leed.

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“A The Change Initiative utiliza de forma eficiente os recursos naturais para causar um impacto imediato e positivo sobre o nosso planeta, o que irá beneficiar enormemente as futuras gerações”, explicou Rick Fedrizzi, fundador da USGBC, ao site TreeHugger.

A loja de dois andares possui um estilo elegante demonstrando que a utilização de materiais sustentáveis na estrutura não a torna necessariamente rústica. Além disso, ela comercializa produtos relacionados com a conservação de energia, gestão de resíduos e alimentos orgânicos.

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Os empresários já planejam abrir 25 lojas do mesmo modelo em todo o mundo. A ideia é “torná-la a primeira e maior rede do mundo dedicada ao desenvolvimento humano sustentável”, projetou Fedrizzi.

 

Fonte:http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/junho/dubai-anuncia-o-edificio-mais-sustentavel-do-mundo?tag=arquitetura-e-construcao

Reutilize materiais de demolição

 

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A sustentabilidade a cada dia que passa vem ganhando mais espaço nos projetos arquitetônicos. E dentro desta tendência, uma boa dica é reutilizar materiais. Se você gosta de misturar estilos e de investir em algumas peças marcantes, os materiais de demolição podem ser uma ótima opção.

Reutilizar é uma ótima maneira de não apagar as coisas boas do local. É transformar lembranças incríveis que levamos na memória, em decoração.

O mais legal é que além da reutilização criar belas peças, que mistura o moderno com o rústico, você utiliza um material sustentável, amigo do meio ambiente.

Conheça ideias incríveis de transformação. Materiais que iriam certamente para o lixo, podem fazer parte de sua casa.

Versatilidade das portas

As portas podem ser reutilizadas sem precisar de muito trabalho. Elas são capazes de virar desde painéis até mesas, mantendo suas características passadas. Nada de pintura e restauração, a beleza está no rústico.

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Janelas encantadas

As janelas velhas podem voltar para as paredes de sua casa. Dessa vez como decoração. Painéis e espelhos fazem parte das ideias criativas de reutilização.

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janela-espelho.jpgFoto: alemdaruaatelier

Azulejos coloridos

Depois de reformar ou construir sempre sobra uns azulejinhos que ficam lá juntando poeira. Eles podem ser reutilizados desde inteiros até quebrados. Nada de jogar azulejos no lixo, eles podem virar belas peças utilitárias.

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azulejo.jpgFoto: udessi

Blocos de cimento e tijolos

Um dos materiais mais utilizados nas construções são os blocos de cimento e os tijolos. E eles sempre acabam sobrando. Para aqueles que tem criatividade e boa vontade, a sobra pode se transformar em morada para passarinhos e peças de decoração.

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tijolos.jpgFotos: apartmenttherapy

 

 

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/dicas-e-guias/guias/2012/setembro/guia-reutilize-materiais-de-demolicao?tag=rrr

Conceito de Construção Sustentável

O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.

 

Conceito de Sustentabilidade
A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada pelo Brundtland Report, em 1987, afirmando que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras. Nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992, e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002. Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate. No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.

Cenário da Construção Civil e Conceito de Construção Sustentável
As cidades e seu metabolismo são as grandes responsáveis pelo consumo de materiais, água e energia, sendo assim razoável pensar que, em um futuro próximo, continuarão a produzir grande impactos negativos sobre o meio natural. Muitos destes impactos negativos são gerados pelo setor da construção civil, que responde por 40% do consumo mundial de energia e por 16% da água utilizada no mundo. De acordo com dados do Worldwatch Institute, a construção de edifícios consome 40% das pedras e areia utilizados no mundo por ano, além de ser responsável por 25% da extração de madeira anualmente. É natural que a sustentabilidade assuma, gradualmente, uma posição de cada vez mais importância neste cenário. O conceito de Construção Sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam as necessidades de seus usuários.

O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos. O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores. Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia? A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.) Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:
• redução dos custos de investimento e de operação;
• imagem, diferenciação e valorização do produto;
• redução dos riscos;
• mais produtividade e saúde do usuário;
• novas oportunidades de negócios;
• satisfação de fazer a coisa certa.

Construção sustentável custa mais caro?
A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto. Em alguns casos, podem até reduzir custos. Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel. Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso. Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.

O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.

“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.”
Antônio Setin (presidente da construtora Setin)

“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar. Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”
Alexandre Melão (Esfera)

Certificação e Avaliação Ambiental
A questão ambiental vem sendo debatida em todo o mundo, e tornou-se necessário adequar a arquitetura a esta demanda. Diversos países criaram critérios de avaliação para construções sustentáveis. Os métodos para avaliação ambiental de edifícios surgiram na década de 1990 na Europa, EUA e Canadá com a intenção de encorajar o mercado a obter níveis superiores de desempenho ambiental. Pelo fato das agendas ambientais serem diferenciadas, os métodos empregados em outros países não devem ser utilizados sem as devidas adaptações, incluindo a definição dos requisitos de sustentabilidade que devam ser atendidos pelos edifícios no Brasil.

Atualmente, praticamente cada país europeu, além de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Hong Kong, possui um sistema de avaliação de edifícios. No Brasil, o atestado de boa conduta ambiental e social mais difundido é a Certifcação LEED do USGreen Building Council (GBC) [Conselho Norte Americano de Prédios Verdes]. Mas outros sistemas de certificação estão começando a despontar. Em abril de 2008 foi lançada a certificação para empreendimentos sustentáveis Alta Qualidade Ambiental (AQUA),que foi adaptada para atender as características ambientais do país.

Fonte: Ambientebrasil

Argamassa inovadora economiza água e reduz entulhos em obras

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A Massa DunDun é uma solução inovadora que utiliza uma nova forma de levantar paredes, a partir da colagem dos tijolos
Fotos: Divulgação

Segundo dados baseados na pesquisa internacional do Civil Engineering Research Foundation (CERF), entidade ligada à Sociedade Americana dos Engenheiros Civis (ASCE), a questão ambiental é uma das maiores preocupações do setor de engenharia civil no mundo. Isso porque ela é responsável pelo consumo de entre 15 e 50% dos recursos naturais. Para reduzir essa porcentagem surge no mercado produtos como a Massa DunDun, que promete economizar recursos.

A Massa DunDun é uma solução inovadora que utiliza uma nova forma de levantar paredes, a partir da colagem dos tijolos. Diferente da argamassa tradicional ela não requer a utilização de água, areia, cal ou betoneira, além de não desperdiçar materiais e manter a obra limpa.

Ela pode ser aplicada em sistemas de vedação vertical com blocos de concreto, tijolos e blocos cerâmicos, blocos de concreto celular auto-clavado, vedação de peças pré-moldadas, blocos sílico-calcário e tijolos de solo-cimento (ecológico).

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As vantagens são:

  • produtividade aumenta em até 3 vezes;
  • reduz entulhos deixando a obra limpa e mais ecológica;
  • evita desperdício de materiais;
  • economiza a utilização de argamassa no reboco;
  • melhora logística o que aumenta a trabalhabilidade devido à alta fluidez;
  • reduz esforço físico dos operários;
  • custo total do metro quadrado mais barato.

A redução dos custos pode ser comprovada por meio de um sistema disponível no site do produto que faz um comparativo de valores. Os dados utilizados nos cálculos foram coletados no mercado e fornecidos pelo Sinduscon-SP.

Segundo os criadores, a economia em relação à argamassa tradicional é de 30 a 50%, além dá velocidade de conclusão do serviço ser 3 vezes maior.

O produto que possui qualidade FCC foi vencedor do “Prêmio Inovação e Sustentabilidade” da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

No Brasil, o Gávea Sul Pátio Shopping, em Uberlândia, por exemplo, é um dos pioneiros a utilizar a nova técnica.

 Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/fevereiro/argamassa-inovadora-economiza-agua-e-reduz?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter#ixzz2VpfrQYzS

Sete empreendimentos receberam o selo “BH Sustentável”

O Dia Mundial do Meio Ambiente em Belo Horizonte foi comemorado uma extensa programação. O dia também foi celebrado com a entrega do selo BH Sustentável, que integra o Programa de Certificação em Sustentabilidade selo “BH Sustentável”, um incentivo à adoção de medidas de sustentabilidade nos empreendimentos do município. A entrega ocorreu durante a cerimonia de revitalização do Parque Jacques Cousteau (rua Augusto José dos Santos, 366, bairro Betânia, região Oeste).  A entrega do Selo contou com as participações do prefeito Marcio Lacerda, do secretário municipal de Meio Ambiente, Vasco Araújo, da secretária regional Oeste, Neusa Fonseca, e do presidente da Fundação de Parques Municipais, Homero Brasil Filho, entre outras autoridades.

Prefeito coloca o selo "BH Sustentável" na frota da GASMIG

O prefeito Marcio Lacerda entregou os certificados a sete empreendimentos cujos índices de eficiência atingiram os limites fixados pelo Programa de Certificação em Sustentabilidade. Conquistaram o selo BH Sustentável o restaurante Mineirinha, o edifício Residencial Total Green, os hotéis Niágara Flat e Guanabara e as empresas Logipallet – Indústria e Comércio de Pallets Ltda, Interlog Logística e Serviços Ltda e a Frota Verde da Gasmig, frota de veículos leves cujos resultados da redução das emissões diretas de Gases de Efeito Estufa (GEE) alcançaram índices superiores a 20% e das emissões de materiais particulados (MP10) acima de 90%. Os demais empreendimentos obtiveram redução do consumo de água e energia superiores a 25% e 30% e alcançaram a reciclagem de resíduos sólidos superior a 80%.

Para o Secretário Vasco Araujo, o selo “BH Sustentável” é de grande importância para a cidade.  “Essa certificação demonstra claramente o interesse de empresas e governos em estarem ambientalmente corretas. Pois, com cada uma dessas reduções, premiadas com o selo, o meio ambiente ganha um novo apoio e, principalmente, um grande exemplo para novos empreendimentos e para as crianças, aqui presentes, que são o futuro do nosso país”, destacou o secretário.

Secretário Vasco Araújo em seu discurso

Certificação 

A certificação ambiental é destinada a empreendimentos públicos e privados, residenciais, comerciais ou industriais que adotarem medidas que contribuam para a redução do consumo de água e energia, de emissões atmosféricas diretas e geração de resíduos sólidos. Os benefícios da adoção dessas ações são a redução de emissões de gases de efeito estufa, o incentivo à construção sustentável na cidade e a melhoria da qualidade do ar na área urbana. Os empreendimentos que aderirem ao projeto são premiados com os selos Bronze, Prata ou Ouro, segundo o número de objetivos atendidos. A concessão do selo é acompanhada por uma auditoria, através de um instituto certificado de reconhecimento internacional, credenciado no Inmetro.

 

 

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=109984&pIdPlc=&app=salanoticias

Busca pela certificação LEED: Museus adotam práticas sustentáveis

MAR

EcoD mostrou que os projetos do Museu da Imagem e do Som (MIS) e o Museu do Amanhã (MDA), idealizados pela Fundação Roberto Marinho (FRM), possuem medidas sustentáveis. O foco é a comprovação da diminuição dos impactos ambientais por meio da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), representada no Brasil pelo Green Building Council Brasil (GBC).

 

Recentemente, o Museu Arte do Rio (MAR), também da FRM, foi inaugurado com todas as instalações trocadas para se adequar aos conceitos de sustentabilidade. Foram adotadas medidas relacionadas ao consumo racional de água e energia, gestão de resíduos durante as obras, utilização de materiais sustentáveis e qualidade ambiental interna – tudo para alcançar a certificação.

 

O processo de análise para a conquista da certificação LEED no MAR já foi iniciado e o resultado oficial das revisões técnicas deverá ser publicado dentro de aproximadamente quatro meses. O diretor da GBC Brasil, Felipe Faria, acredita que as certificações para os museus demonstram a elevação do padrão técnico do mercado brasileiro voltado para a construção sustentável.

 

“Antigamente, o que mais chamava atenção no setor de construção eram os prédios altíssimos, vistos comumente em outros países. Hoje em dia, ser TOP é ter prédios sustentáveis, alto suficientes em energia, por exemplo”, destaca Faria.

 

Além dos investimentos em maximização da eficiência e mitigação dos impactos, os idealizadores dos museus também estão atuando no setor da educação para a sustentabilidade. O Museu da Imagem e do Som, por exemplo, criou uma plataforma interativa, nomeada de MIS Sustentável, com o objetivo de apresentar as práticas sustentáveis adotadas pelos museus, mostrando as maneiras de alcançá-las.

 

O portal apresenta dicas sustentáveis sobre inovação, ambiente interno, materiais e recursos, energia e atmosfera, água e espaço sustentável.

 

 Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org

 

 

Bangalô dá lugar a casa de contêineres para abrigar família

261130-970x600-1A casa de David e Dorothy Measer em Los Angeles não é nem um bangalô e nem um ninho de homem solteiro, mas nove anos atrás, quando os dois se conheceram, essa seria uma descrição aceitável.

Em 2003, David Measer, executivo de publicidade, pagou US$ 760 mil por uma casinha em um terreno de esquina no bairro de Venice. Ele tinha 33 anos, estava solteiro e queria morar em um lugar bacana, mas se viu “na casa mais feminina de todos os tempos”.

“As paredes eram rosa, púrpura, lavanda. Havia rosas e hortênsias no jardim”, conta.

Mesmo quando mandou pintar os cômodos de um tom cinzento, sua casa nova não parecia disposta a se tornar máscula. O sol que batia em determinados horários revelava o rosa por sob a tinta cinzenta.

Frustrado, ele convidou uma mulher, uma “especialista em iluminação” de que seus amigos tinham lhe falado, na esperança de que ela descobrisse como dar à casa um colorido másculo.

“Eu não tinha grande expectativa”, conta Measer. “E quando abri a porta, lá estava Dorothy. Minha estrutura molecular inteira reagiu com força”.

Dorothy Measer tinha 34 anos, então, e era proprietária do DK Design House, um escritório de decoração. Ela sentiu a mesma conexão. O sentimento foi confirmado quando eles se encontraram por acaso na rua, no mesmo dia, e uma vez mais em seu primeiro encontro romântico, naquela noite.

Casaram-se sete meses mais tarde, e tiveram um filho, Luca, em 2006, e uma filha, Phoebe, em 2009.

Mas o lugar que não havia funcionado bem como moradia de solteiro logo se tornou pequeno demais para uma família em expansão. Os Measer começaram, sem muito ânimo, a procurar uma casa nova, mas na realidade não queriam sair do bairro. Em lugar disso, recorreram à arquiteta da família para criar uma nova casa para eles no mesmo espaço.

Não há nada de bangalô na casa de 300 metros quadrados que Dorothy Measer projetou, com custo pouco inferior a US$ 3.000 o metro quadrado. Com suas amplas janelas e revestimento metalizado, a casa parece ser formada por dois elegantes contêineres de navegação empilhados.

Cercada por um muro baixo de concreto e ocupando quase todo o terreno (na diagonal, para aproveitar luz natural e o controle passivo do calor), a casa cria uma sensação de abertura para rua.

Nas palavras de David Measer, “Venice é uma área em que as pessoas constroem grandes cercas porque os terrenos são realmente pequenos. Mas nós queríamos muito um lugar que parecesse parte da comunidade”.

O casal também queria evitar barreiras interiores, deixando de lado os aposentos quadrados com funções predeterminadas e optando por um grande cômodo no térreo para abrigar a cozinha, a área de estar e a de jantar.261138-400x600-1

No centro desse espaço fica o elemento que organiza o projeto, um objeto cilíndrico com 13 metros de circunferência, se estendendo do primeiro ao segundo piso. Ainda que pareça ser uma coluna estrutural, o objeto esconde a escada e a infraestrutura da casa (incluindo o encanamento, um lavabo, um closet e uma despensa, no térreo, e um segundo closet e equipamento audiovisual, no piso superior).

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A monumental coluna –e a escada metálica que a divide ao meio, pintada de laranja metálico, foi inspirada pela infância de Dorothy Measer no oeste do Michigan, onde ela via grandes tanques da janela, na fábrica de alumínio anodizado que sua família operava.

“Eu desenhei a coluna propositadamente para que fosse possível sentir o poder do objeto no espaço”, diz ela. “Cresci vendo beleza e me sentindo confortável naquele ambiente industrial”.

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Os interiores, especialmente no piso superior, são mais suaves e refletem a inspiração original do casal para construir a casa, diz David Measer. “Nosso objetivo era criar uma fusão de design moderno e industrial em um formato que as crianças amassem e onde pudessem brincar“, diz ele, acrescentando que sua filha e filho, de três e seis anos, logo estariam andado de patinete em torno da grande coluna.

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Alguns elementos do bangalô foram mantidos, como as gavetas e as peças reaproveitadas de velhos armários e de um forno. Mas casado e com dois filhos pequenos, a vida de David Measer é bem diferente da que imaginava ao comprar a casinha de esquina.

Perguntado sobre quanto tempo morou no bangalô mais feminino do mundo, ele respondeu rindo. “Algumas semanas”, disse. “Talvez dois meses“.

E ele não parecia ter saudades daqueles dias.

 

Fonte:http://www.folha.uol.com.br