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Reciclagem eficiente gera redução de impactos
Matéria publicada no site:
por Daniel de Araújo – publicada em 29 de Julho de 2010
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Investimentos na área de meio ambiente e no trabalho de conscientização dos colaboradores fazem parte da receita para que o sucesso do processo de reciclagem, seja efetivado com eficiência e eficácia, por órgãos governamentais, ONGs e empresas. A montadora de automóveis, General Motors (GM) do Brasil, que gera cerca de 163 mil toneladas de resíduos por ano, alcançou uma importante marca para diminuir os impactos ambientais: a reciclagem de 97% dos resíduos gerados a partir de sua produção. “Há mais de 20 anos, quando não se falava no assunto, a empresa já reciclava resíduos. Hoje, existem 45 unidades no mundo que já conseguem reciclar 100% do resíduo, entre elas a unidade de Powertrain, em Rosário, na Argentina”, comemora o presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila. Esse resultado se deve, sobretudo, a um constante trabalho de conscientização dos colaboradores, sobretudo, da inserção da reciclagem na cultura de quem trabalha na GM do Brasil. Além disso, há uma série de adaptações realizadas na empresa que contribuem para a eficiente coleta e posterior reciclagem dos diversos tipos de resíduos.
Nos “Ecopontos”, locais de coleta que possibilitam a melhoria da separação dos resíduos reciclados dos não-reaproveitáveis, é feita a triagem antes de serem enviados ao destino final. Os resíduos são avaliados, seguindo alguns parâmetros e separados em contêineres divididos por cores, da seguinte forma: lixo comum (marrom), papel branco e papelão (azul), plásticos (vermelho), sucata metálica (amarelo) e sucata de madeira (preto). É feita também a checagem para comprovar se estão ensacados e dispostos nos respectivos contêineres corretamente. “Com a implantação dos “Ecopontos”, tivemos um aumento de 15% na quantidade de resíduos reciclados. Isso representou 128 toneladas de resíduos que deixaram de ser enviados aos aterros sanitários”, acrescenta o diretor da GM na área de Worldwide Facilities Group (WFG) – ou Grupo Global de Instalações – na América do Sul, Cláudio Eboli, referindo-se aos números de 2008.
Nas unidades da empresa, quase tudo vai para reciclagem. Desde recipientes plásticos, isopor, papel, lubrificantes, peças metálicas, madeira, borra de tinta, entre outros. Alguns desses materiais são transformados em peças que são reaproveitadas na produção dos veículos. “Fizemos e vamos continuar fazendo um intenso trabalho junto aos nossos fornecedores mostrando a importância do reaproveitamento de materiais. Eles são auditados e avaliados, conforme a legislação vigente no país e aos procedimentos internos da GM, que são bastante exigentes”, informa Eboli. Segundo ele, também existe outro procedimento, nas unidades da empresa, para a coleta especial de resíduos que contêm metais pesados extremamente nocivos ao meio ambiente, tais como baterias automotivas, de celulares e de computadores portáteis. Eles são encaminhados de volta ao fabricante ou para centros especializados de tratamento e reciclagem.
Já os resíduos de restaurantes são encaminhados para os processos de compostagem orgânica, que geram como produto, adubo natural usado nos jardins das fábricas. Na área de compostagem a GM comemora a consolidação deste processo em suas unidades, levando a empresa a evitar, desde 2004, que cerca de duas mil toneladas de lixo orgânico fossem jogadas nos aterros sanitários das cidades onde possui atividades, número que chegou próximo a 2.400 toneladas no final do ano passado. Por ano, são 400 toneladas de resíduos transformadas em adubo natural. Para se ter uma idéia do impacto da compostagem no meio ambiente. O volume de resíduos que não são enviados aos lixões desde 2004 equivale ao peso de, em média, 2.325 carros (pesando 860 quilos cada).
Lixo eletrônico é reaproveitado em BH
Matéria publicada no site:
www.meioambienteglobominas.com.br
Publicada em 25 de Janeiro de 2010
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