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Curitiba é a cidade mais sustentável da América Latina, revela índice

nov 25th, 2010No Comments

Jardim Botânico de Curitiba. Cidade foi destaque na edição latino-americana do GCI/Foto:whl.travel

A capital do Paraná, Curitiba, obteve no domingo, 21 de novembro, a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambiente apresentado pela empresa alemã Siemens e a unidade de estudos da revista britânica The Economist. As informações são da Folha de S.Paulo.

Habitada por 1,7 milhão de habitantes, Curitiba foi a única das cidades analisadas que conquistou um resultado “muito acima” da média quanto a implantação de normas ambientais, de acordo com o Green City Index (GCI), ranking apresentado no marco da Cúpula Climática Mundial de Prefeitos (CCLIMA), realizada no México.

Seguida dela, no segundo dos cinco níveis, ficou outro grupo de cidades como a capital da Colômbia, Bogotá, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Resultados “aceitáveis” na classificação foram obtidos pela colombiana Medellín, Cidade do México, Puebla e Monterrey, Porto Alegre, Quito e Santiago do Chile, situadas no terceiro nível. “Abaixo da média”, o quarto nível em termos ambientais, ficaram Buenos Aires e Montevidéu, enquanto a mexicana Guadalajara e Lima, capital do Peru, estiveram um nível mais abaixo, “muito abaixo” da média.

O novo índice considerou as variáveis de eficiência energética e emissões de dióxido de carbono (CO2), uso do solo e edifícios, tráfego, resíduos, água, situação das águas residuais, qualidade do ar e agenda ambiental de governo. O GCI pretende ser um indicador que ajude a conscientizar as autoridades municipais sobre as necessidades de desenvolver políticas sustentáveis, explicaram os responsáveis pelo estudo.

“A ferramenta permitirá às cidades aprender mais de suas respectivas situações e fomentará a troca sobre estratégias eficazes partindo de uma base objetiva”, explicou àFolha Pedro Miranda, executivo da Siemens e diretor do estudo. Segundo Leo Abruzzese, diretor global da Unidade de Inteligência de The Economist, o índice demonstra que as cidades que seguem uma colocação integral “alcançam resultados muito notáveis”.

A metodologia do GCI foi empregada pela primeira vez com cidades europeias há um ano, em outro estudo apresentado pela Siemens e The Economist, com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Banco Mundial (BM). À época, o resultado ficou conhecido em Copenhague (Dinamarca), durante a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima, realizada em dezembro de 2009.

Publicado em: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/curitiba-e-a-cidade-mais-sustentavel-da-america

EcoD Básico: Urbanismo sustentável

nov 20th, 2010No Comments

Dentro do conceito tradicional de urbanismo existe uma vertente que busca utilizar técnicas e princípios para planejar e regular a construção e o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis.

O conceito, inicialmente chamado de Novo Urbanismo, surgiu na década de 1980 nos Estados Unidos. O objetivo era resgatar a qualidade de vida e melhorar o relacionamento entre o homem e a cidade, promovendo o desenvolvimento sustentável em longo prazo e o crescimento ordenado que minimizasse os impactos sociais, ambientais e econômicos das ações urbanas.

Segundo engenheiro civil Dilnei Bittencourt, a proposta era criar um contraponto ao crescimento das cidades modernas, que dão preferência ao automóvel e valorizam a separação das funções fazendo com que cidadãos precisem usar o carro para conseguir saúde, lazer, moradia e trabalho.

Nove conceitos principais regem o urbanismo sustentável. São eles:

Prioridade ao pedestre

Busca criar rua limpas, seguras, arborizadas, com pouco ruído, calçadas amplas e dotadas de mobiliário urbano confortável, iluminação adequada, sinalização e total acessibilidade. Com isso, o conceito pretende estimular a locomoção a pé como uma experiência sensorial atraente, reduzindo o uso do automóvel, da poluição, evitando o sedentarismo e os ambientes fechados, e fazendo com que as pessoas percam o receio e saiam às ruas.

Uso misto e complementariedade

Segundo esse conceito, quanto mais variada e concentrada for a diversidade de usos e de pessoas, mais vivo e interessante é um lugar. Por isso, busca fazer o uso combinado e mútuo das diversas funções da cidade, como moradia, comércio, escritórios, lazer e educação, no mesmo espaço. Assim, quadras e prédios são agrupados de forma a se complementarem e atraírem os moradores a caminharem pelas ruas, evitando longos deslocamentos, reduzindo engarrafamentos, poluição, estresse, e aumentando a qualidade de vida dos habitantes.

Diversidade de moradores

Uma cidade sustentável deve promover o convívio de pessoas de diferentes classes sociais, idades, culturas e raças. Com isso, promover uma variedade de ideias, necessidades e interesses, além de ampliar as alternativas de relacionamentos e viabilizar inúmeros e variados aspectos da vida urbana com elevada qualidade social. A diversidade também torna o lugar mais solidário, justo e inteligente.

Senso de comunidade

O objetivo aqui é elevar a satisfação de se sentir integrado a um lugar único, reconhecido dentro da cidade e que reconhece os seus moradores. Esse conceito busca reforçar a identidade local e a sensação de pertencimento, elevando a segurança e o bem estar dos moradores.

Densidade equilibrada

O cuidado com a densidade e a concentração de pessoas na cidade são importantes para a preservação ambiental, já que proporcionam um melhor desempenho energético, reduzem a emissão de gases nocivos, otimizam o transporte público e as redes de água, energia e telefone, além de reduzir o uso de terrenos com edificações. Segundo esse conceito, a densidade ideal seria entre 400 a 800 habitantes por hectare.

Sustentabilidade e alta performance do ambiente construído

O modelo de urbanismo sustentável preza pela construção de edificações projetadas e erguidas com o emprego de materiais e técnicas que reduzem o impacto ambiental, o consumo de energia e a geração de gases do efeito estufa. Além disso, as construções devem ter ambientes internos de alta qualidade, com vida longa, aptos a diversos usos e reusos. Os projetistas também devem incentivar o uso intenso de iluminação e ventilação naturais, aquecimento solar, água de chuva, respeito à paisagem natural, às águas superficiais e subterrâneas e à vida silvestre.

Espaços públicos atraentes e seguros

Para garantir o vigor dos espaços públicos é preciso proporcionar aos moradores ambientes seguros e atraentes. Por isso, a combinação de cafés, praças, lojas, parques, restaurantes, calçadas amplas e arborizadas e jardins é essencial – tudo isso combinado com segurança pública eficiente que atraia as pessoas para a rua.

Harmonia entre natureza e amenidades urbanas

Luz natural, ar fresco e limpo circulando livremente por prédios convenientemente dispostos entre ruas, parques, jardins e praças. Prédios que buscam a melhor orientação solar e dos ventos dominantes. Equilíbrio entre áreas verdes e áreas construídas. Riqueza de parques com plantas nativas. Sombreamento com árvores ao longo das calçadas proporcionando conforto e contemplação. Proximidade entre a vida silvestre e a vida urbana. Tudo isso deve ser estimulado para melhorar a qualidade de vida dos moradores, atrair a biodiversidade e evitar as ilhas de calor.

Conectividade e integração regional

Para ser sustentável, uma cidade precisa ter conectividade e integração, ou seja, os bairros devem ser ligados por uma teia de rodovias que possibilite múltiplas alternativas de ir e vir, de preferência, utilizando um transporte coletivo inteligente e integrado a região metropolitana e com estímulo ao uso da bicicleta. Com isso, a cidade se torna um compilado de múltiplos centros, cada um com suas vocações, que se complementam.

Seguindo esses princípios é possível construir ou expandir as cidades de forma mais humana, eficiente e sustentável. Diversas cidades do mundo já estão adotando alguns ou todos esses conceitos para promover o desenvolvimento ao mesmo tempo em que reduzem seus impactos sociais, econômicos e ambientais.

Publicado em : http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/ecod-basico-urbanismo-sustentavel

Cidade alemã investe em eficiência energética de prédios públicos

nov 17th, 2010No Comments

A cidade alemã de Heidelberg desenvolveu um sistema integrado de gestão energética para prédios públicos, por meio de ações que buscam aumentar a participação de energias renováveis no município, segundo apuraram os pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis.

O Plano de Proteção Climática e a Estratégia Energética (ambos de 2004) estabelecem normas obrigatórias para os edifícios que excedem os padrões nacionais determinados, mas o projeto em Heidelberg, cidade com cerca de 150 mil habitantes, nasceu em 1992.

De 1993 a 2004, a cidade conseguiu uma redução de 35% das emissões de dióxido de carbono (CO2) dos prédios municipais e 13% das instalações da universidade. Em 2005, Heidelberg conseguiu deixar de emitir 15.751 toneladas do gás na atmosfera.

Atualmente, a cidade tem o objetivo de cortar as emissões em 20% até 2015. Para cumprir essa meta foram criados fóruns cívicos no sentido de garantir a participação da comunidade local no projeto. A população discute e desenvolve ações, além de recomendá-las para a gestão pública municipal.

Em 1997, o primeiro fórum temático sobre energia foi criado, abrindo o caminho para a criação da agência de energéitica local, fundada três anos depois. Este fórum se desenvolveu e se tornou o Ciclo de Energia e Proteção Climática de Heidelberg, compreedendo todos os parceiros do setor da energia e do clima, juntamente com os principais atores sociais.

Publicado em: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/cidade-alema-investe-em-eficiencia-energetica-em

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