Ações que minimizam os impactos causados pelas guerras

Hoje as guerras são cada vez mais em menor escala, se comparadas com as duas grandes guerras mundiais, porém não deixam de ser de fator destrutivo  para o ser humano, edificações e meio ambiente. O pós-guerra é marcado pelos impactos e efeitos trazidos pelas guerras onde pode-se destacar: questões  sociais, como consequências à saúde, na qual o homem sofre por décadas, podendo ser  problemas advindos da radioatividade, custos psicológicos,  entre outros; ambientais como a geração de resíduos, a destruição de ecossistemas, contaminação do solo, água e ar; e os impactos econômicos vindos da destruição das cidades.

Ações feitas para minimizar os impactos sociais pós-guerra são medidas humanitárias com o intuito de melhorar a condição de vida das pessoas atingidas, como por exemplo, as construções emergenciais que são abrigos temporários que visam o atendimento à população desabrigada com o objetivo de promover soluções arquitetônicas rápidas. Outra medida são os centros de reabilitação surgidos logo após a 1ª Guerra Mundial com serviços que beneficiavam poucos, mas que evoluiu com o passar do tempo abrangendo outras classes, ganhando impulso após a 2ª Guerra Mundial.

Já na questão ambiental, dentre os grandes impactos, está a alta produção de resíduos da construção civil, sendo a reciclagem uma forma encontrada para solucionar este problema. Como setor que também abrange a questão econômica, a reciclagem, segundo SANTOS (1975), é praticada desde a Grécia antiga, porém só ganhou peso após a 2ª Guerra Mundial, onde movidos pela escassez financeira e de matérias-primas alguns países da Europa tiveram esta iniciativa.

Em alguns lugares como na Europa, Estados Unidos e Japão, a reciclagem de resíduos da construção civil já se consolidou e possui normas e políticas específicas, porém no Brasil esta ainda é uma atividade recente, mas já chama atenção pela possibilidade de solução para a destinação deste resíduo e pela possibilidade de obtenção de materiais de baixo custo. Dentre os fatores que dificultam o crescimento do setor, pode-se citar a baixa qualidade do agregado produzido (quando não há controle da produção), a falta de conhecimento das características de composição e o teor de contaminantes. Entretanto, apesar destas dificuldades, a reciclagem tende a ser um setor que irá evoluir consideravelmente, sobretudo pela crescente quantidade de resíduo gerado e pela dificuldade de demanda de grandes áreas para a sua destinação.

Referências:

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