Energia eólica será usada para suprir data centers da Google
Matéria publicada no site:
wwww.ecodesenvolvimento.org.br
por Redação EcoD - Publicado em 21 de Julho de 2010
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A Google anunciou na terça-feira, 20 de julho, que comprará energia eólica da empresa NextEra Energy nos próximos 20 anos para alimentar os Centros de Processamento de Dados (CPD) da companhia, também conhecidos como data centers.
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Por meio de comunicado no blog oficial do Google, o vice presidente de operações da empresa, Urs Hoelzle, informou que a compra de energia eólica começará no dia 30 de julho. “Incorporar uma quantidade tão grande de energia eólica no nosso portfolio é difícil, mas essa energia é suficiente para alimentar vários data centers.”
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O executivo também destacou os pontos positivos do negócio. “Ao contratar uma compra de uma quantidade tão grande de energia por tanto tempo, nós estamos dando ao produtor segurança financeira para construir outros projetos de energia limpa adicionais. A incapacidade dos produtores de energia renovável de conseguir financiamento tem sido um grande inibidor da expansão deste mercado”.
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Em abril, a gigante da internet investiu cerca de Us$ 40 milhões em duas fazendas eólicas nos Estados Unidos, com capacidade para suprir 55 mil residências com eletricidade. Em 2007, a Google prometeu investimentos em desenvolvimento de pesquisas para conseguir produzir, dentro de poucos anos, energia renovável a um preço menor que o da energia produzida pela queima de carvão (nociva ao meio ambiente).
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A unidade especial de energia da empresa permite a compra de grande quantidade de eletricidade limpa do mercado de atacado. Há três anos, a Google declarou que iria se tornar neutra em emissões de carbono. Para atingir este objetivo, a companhia ataca o problemas em três frentes, segundo explicou Urs Hoelzle: “Primeiro, nós reduzimos nosso consumo de energia, na verdade, nós construímos alguns dos data centers mais eficientes do mundo. Segundo, nós procuramos suprir nossas instalações com energia renovável, como fizemos em Mountain View, na Califórnia, uma das maiores instalações corporativas com energia solar. Por fim, compramos créditos de carbono para as emissões que não conseguimos eliminar diretamente.”
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Busca e CO2
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Em janeiro de 2009, o portal EcoDesenvolvimento.org publicou o que o físico norte-americano Alex Wissner-Groos, da Universidade de Harvard, afirmou sobre uma simples busca no Google, a qual produz cerca de 7g de dióxido de carbono (CO2). Caso o cientista esteja correto, com apenas duas buscas no servidor mais acessado do mundo, se emite a mesma quantidade de CO2 gasta para se ferver uma chaleira com água.
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À época, a empresa rebateu os números do especialista, sob alegação de que estavam “muito altos”. De acordo com a Google, uma busca leva menos de 0,2 segundos e utiliza ainda menos tempo nos servidores. Assim, seriam consumidos 0,0003 kWh por busca, equivalentes a 0,2g de CO2.
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