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Casal de idosos constrói casa sustentável a partir de garrafas plásticas
O casal salvadorenho Maria Ponce, 78, e Prudencio Amaya, de 102 anos, construiu junto uma casa com garrafas de plástico recicladas.
Esta moradia sustentável, apelidada de “La Casita Encantada”, localizada perto de El Transito, em El Salvador, atrai muitos turistas que gostam de ver a criatividade do casal e apreciar seus esforços. A construção é pequena, porém bastante confortável. A casa foi decorada com pinturas coloridas e outros pequenos itens.
Maria, que não tinha dinheiro para construir uma casa tradicional, disse que um sonho em 2005 revelou a ela a forma de uma casa a partir de garrafas plásticas. A construção levou cerca de três meses.
Ela e seu companheiro sobrevivem com aproximadamente dez dólares por semana, provenientes de uma safra de milho e doações de turistas que viajam para ver “La Casita Encantada”.
Embora a razão por trás da construção com garrafas tenha sido a escassez de dinheiro, a reutilização deste material ajudou a não descartar grande quantidade de resíduos plásticos. Assim, a reciclagem serviu com um propósito duplo.
Edifício na Dinamarca é feito com materiais reciclados
As quatro metas do projeto são: ser uma plataforma para o mais alto nível de desenvolvimento sustentável; ser um exemplo de melhoria contínua; mostrar soluções sobre biodiversidade, materiais, energia, água e resíduos e crescer em uma rede local e global para a partilha de conhecimentos.
Localizado na ilha dinamarquesa de Bornholm, a edificação foi projetada e desenvolvida de acordo com os princípios do Cradle 2 Cradle ®. Isto significa que todos os materiais utilizados na construção ou são totalmente recicláveis ou biodegradáveis. Assim, o projeto do edifício assume a ambição de eliminar o conceito de resíduos.
O projeto é gerido por Kasper Guldager Jørgensen, chefe da unidade 3XN de inovação, e pela GXN. A indústria da construção sozinha é responsável por 30% de todos os resíduos gerados e, segundo a empresa, os resíduos colocam um enorme fardo sobre o meio ambiente. Mas, com este projeto eles demonstram que este é um problema que pode ser resolvido.
A eliminação do desperdício significa que tudo deve ser parte de uma circulação. Assim, o edifício foi projetado para ser desmontado e construído por materiais recicláveis definidos.
A energia solar produz a eletricidade consumida no prédio, a água da chuva coletada é biologicamente tratada e reutilizada. O hotel produz frutas e legumes orgânicos para o restaurante. Além disso, os resíduos gerados dia a dia são reciclados ou compostados.
Resíduos: atualizada Resolução do Conama
A Resolução 307/2002 do Conama, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção, foi alterada pela Resolução Conama 448/2012 (DOU de 19 de janeiro). O novo texto, que traz as adaptações necessárias em função da Política Nacional de Resíduos Sólidos, havia sido aprovado na última Reunião Ordinária do Conama, em 23 e 24 de novembro de 2011.
A proposta de alteração contou com a participação do SindusCon-SP, indicado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) como representante do setor no grupo de trabalho que a elaborou. “Não houve alteração de conceitos, mas sim de terminologias e prazos”, explica Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comasp (Comitê de Meio Ambiente) do SindusCon-SP, que representou o sindicato na reunião do GT do Conama.
As mudanças mais importantes foram as de prazo. Por exemplo, os grandes geradores de resíduos, que precisavam ter concluído até janeiro de 2005 seus Projetos de Gerenciamento de Resíduos, agora terão que fazer Planos de Gerenciamento de Resíduos até junho de 2013.
Os municípios, que tinham até janeiro de 2004 para elaborarem seus Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos de Construção, agora terão até janeiro de 2013 (12 meses após a publicação da alteração) para finalizarem o trabalho. A implementação dos Planos deverá começar seis meses depois, em junho de 2013.
Entre as adequações de terminologia, mudaram-se os textos “Aterro de resíduos da construção civil” para “Aterro de resíduos classe A de reservação de material para usos futuros” e “Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil” para Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil”.
Publicado por: http://www.sindusconsp.com.br/




