Ambiência e sua Gestão de Resíduos são destaque na revista MRV
A metodologia de gestão de resíduos desenvolvida pela Ambiência, e aplicada em obras da MRV (além de outras construtoras) foi destaque na edição nº 09 da Revista MRV (março-abril 2011).
Veja a matéria na íntegra:
SOLUÇÃO NECESSÁRIA
A construção civil é uma das áreas estratégicas para o desenvolvimento do país e, como em qualquer outro setor produtivo de grande porte, causa muito impacto na natureza e no cotidiano das pessoas. Reduzir ao máximo esse impacto é uma questão de responsabilidade do negócio e também uma obrigação legal quando se trata, por exemplo, da gestão dos resíduos nos canteiros de obras. Em quatro grandes empreendimentos em Minas Gerais, a MRV tem implantado procedimentos que visam a criar padrões e a equacionar o processo de aproveitamento do lixo em todas as suas construções.
O Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRCC) é realizado nos edifícios Faces Sion e Terrazzo Sion, em Belo
Horizonte, no Village Royale, em Nova Lima, e no Siena, em Contagem, ambos na Região Metropolina da capital mineira. A iniciativa em estágio mais avançado acontece no Faces Sion, no bairro Sion. “Todo o lixo produzido pela obra recebe um tratamento adequado”, afirma o engenheiro José Luiz Esteves, especialista em Gestão Ambiental e
supervisor de obras da MRV.
O projeto é uma estratégia da construtora para buscar novas medidas que sejam mais viáveis econômica e ecologicamente. “Procuramos alcançar o equilíbrio entre esses pontos”, explica o engenheiro, destacando que, a partir da viabilização dos processos de reciclagem,
“pode-se até obter lucro com o reaproveitamento do entulho”. Em pouco mais de dois meses de implantação, já foram economizados cerca de R$ 13 mil no Faces Sion, diz o supervisor.
União de empresas
Implantado em parceria com outras empresas que, de uma forma ou de outra, lidam na prática com o manuseio adequado do lixo, o projeto é um marco para a MRV, pois está servindo de base para a criação do Procedimento de Execução de Serviço (PES), o programa que definirá o padrão de gestão de resíduos que será seguido em todas as obras da empresa no Brasil.
Características do Faces Sion, como o fato de estar em uma área nobre já habitada na Zona Sul de Belo Horizonte, tornaram o empreendimento a escolha certa para servir como estudo de caso da construtora. Ao todo, são 5.323,84 metros quadrados que abrigarão 124 unidades de dois, três e quatro quartos com suítes.
No local, o entulho que antes seria descartado no terreno como lixo, agora é separado e transportado com o apoio de aproximadamente 45 empresas que transformam tudo em novos materiais. Desde o final de 2010, já foram enviadas 35 caçambas de entulho para uma usina de reciclagem, duas caçambas de gesso para a indústria de cimento e outras três, com madeira, foram destinadas a uma indústria de cerâmica.
A gestão correta dos resíduos também tem garantido que 500 quilos de metal e 200 quilos de papel e plástico sejam reciclados, além do reaproveitamento de cinco caçambas de entulho para nivelamento do terreno onde é realizada a obra.
Viável
“O resultado que estamos tendo comprova que a gestão de resíduos na construção civil é possível, viável e benéfica”, diz o engenheiro ambiental Henrique Ferreira Ribeiro, diretor-geral da Ambiência Soluções Sustentáveis, empresa contratada pela MRV para gerenciar o projeto de gestão de resíduos do Faces Sion e dos outros empreendimentos.
Ribeiro ressalta que os gastos com o projeto não são altos, especialmente se comparados aos benefícios que a ação traz para o meio ambiente e para a sociedade.
Reciclagem
A gestão de resíduos em obras é uma determinação legal, baseada na Resolução 307/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conam). Certamente as soluções são viáveis e necessárias.
Porém, as empresas enfrentam grandes problemas para viabilizar projetos nesse sentido, o que explica, em termos, o fato de apenas uma mínima parte do montante do lixo extraído das obras ter destinação ecologicamente correta, ainda que a construção civil seja a responsável por cerca de 60% dos resíduos gerados nas cidades.
O principal problema diz respeito à reciclagem, para onde e como destinar o material. “É bem difícil encontrar um parceiro que garanta uma destinação correta aos resíduos”, assinala Esteves. O supervisor de obras da MRV ressalta que “é preciso que todos os processos voltados para a sustentabilidade sejam pensados na fase de planejamento dos empreendimentos, muito antes de os projetos serem executados”.
A metodologia de gestão de resíduos utilizada nos empreendimentos da MRV foi dividida em três etapas: projeto, implantação e acompanhamento. Na primeira parte, foram definidas as diretrizes operacionais e administrativas; na sequência, a obra foi preparada para atender aos procedimentos, o que incluiu o treinamento dos trabalhadores envolvidos no projeto.
Na última etapa, que ainda está em andamento, acontece o acompanhamento dos processos, desde a geração à destinação final do material, de forma a garantir a execução do que estava previsto inicialmente. “Estamos analisando agora os efeitos do projeto, como a redução nos custos da obra e no impacto ambiental”, ressalta Esteves.
Além do projeto piloto, há convênios com prefeituras de várias cidades (como em Franca e Ribeirão Preto, ambas em São Paulo) que atendem à política de sustentabilidade da MRV, o que inclui o descarte correto dos entulhos gerados pelas obras.
Mílson Veloso
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Esbarrei neste link por acaso fazendo uma consulta sobre gerenciamento de resíduos no Google. Fiquei feliz de ver a conquista da Ambiência! A empresa está de parabéns!!!
Abraço
Lucas Mattos