Archive | set, 2010
População esgotou todos os recursos da Terra
Matéria publicada no site:
Publicada em 16 de Agosto de 2010
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No dia 21 de agosto de 2010, os habitantes da Terra esgotaram todos os recursos que o planeta lhes proporciona no período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos efetuados pela ONG Global Footprint Network (GFN).
De acordo com o estudo, “foram necessários 9 meses para esgotar o total do exercício, em termos ecológicos. A GFN calcula periodicamente o dia em que vão se esgotar os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer por um período de um ano, consumidos pela humanidade, aí incluídos o fornecimento de água doce e matérias-primas, entre elas as alimentares.
Para 2010, a ONG prevê o ‘Earth Overshoot Day’, ou Dia do Excesso, numa tradução livre, com o significando que em menos de nove meses esgotamos o que seria o orçamento ecológico do ano, revela o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.
No ano passado, segundo ele, o limite foi atingido no dia 25 de setembro, mas não é que o desperdício tenha sido diferente. “Este ano revisamos os nossos próprios dados, verificando que, até então, havíamos superestimado a produtividade das florestas e pastos: exageramos a capacidade da Terra” de se regenerar e absorver nossos excessos.
Para o cálculo, a GFN baseia-se numa equação formada pelo fornecimento de serviços e de recursos pela natureza e os compara ao consumo humano, aos dejetos e aos resíduos – as emissões poluentes, como o CO2. “Em 1980, a nossa “pegada ecológica” foi equivalente a tamanho da Terra. Hoje, é de 50 % a mais, insiste a ONG.
Assim, “se você gasta seu orçamento anual em nove meses, deve ficar provavelmente muito preocupado: a situação não é menos grave quando se trata de nosso orçamento ecológico”, explica Wackernagel. “A mudança climática, a perda da biodiversidade, o desmatamento, a falta de água e de alimentos são sinais de que não podemos mais continuar a consumir o nosso crédito.
Para inverter a tendência, é preciso “que a população mundial comece a diminuir” – um tabu que começa a ser desmistificado pouco a pouco entre os demógrafos e os defensores do meio ambiente, inclusive no seio das Nações Unidas. “As pessoas pensam que seria terrível mas, para nós, representaria uma vantagem econômica. Mas é uma escolha”, comenta Wackernagel.
Estocolmo mostra uma forma mais sustentável de lidar com o lixo
Matéria publicada no site:
por Redação EcoD – Publicada em 05 de Setembro de 2010
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Envac revolucionou a coleta seletiva de resíduos na capital sueca/Foto: Spacing Magazine |
Em Estocolmo, capital da Suécia, o poder público e a população de 807 mil habitantes (dados de 2009) contam com uma alternativa ao método tradicional de coleta de resíduos sólidos. Trata-se do sistema Envac, no qual as lixeiras são conectadas a tubos ligados a uma área de coleta, localizada na periferia. O objetivo é facilitar e tornar menos custoso o recolhimento de lixo.
Um sensor instalado percebe quando a lixeira está cheia, e o sistema de tubos cria um vácuo que suga os resíduos, transportando-os para o local de coleta. Existem sistemas para residências, prédios comerciais e áreas públicas. Funciona da seguinte forma: os sacos de resíduos são depositados nos pontos de coleta, a qualquer momento do dia, por meio de coletores instalados nas vias e/ou edifícios.
A partir de então, os sacos são transportados por sucção e conduzidos por uma rede de tubulações subterrâneas até a central de coleta de resíduos a uma velocidade entre 60 e 80 km/h. Na central os resíduos são coletados, separados e compactados em contêineres estanques, para posterior envio ao destino final. É lá também que o ar de transporte é separado do resíduo para ser tratado por um sistema de filtros antes de ser devolvido à atmosfera.
Resultados
A coleta seletiva se torna mais fácil com o Envac, uma vez que os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante o processo, como é feito no método tradicional. As áreas de coleta possibilitam uma diminuição do número de caminhões de lixo circulando, já que há um uso mais racional do espaço.
Em vez dos resíduos serem simplesmente colocados na calçada, na frente de cada prédio, o caminhão de coleta se dirige somente à área onde ficam acumulados os sacos de lixo. Consequentemente, a poluição sonora e ambiental também diminui. Outro ponto importante é a redução de 30% a 40% no custo de coleta. Em Estocolmo, o Envac foi implementado nos seguintes locais:
- Södra station (2800 residências);
- Norra Hammarbyhamnen (2050 residências);
- Essinge Udde (900 residências);
- Hammarby Sjöstad (2400 residências).
Em 2010, foi ultrapassada a barreira de 600 destes sistemas instalados pelo mundo.
A vantagem do papel reciclado
Matéria publicada no site:
por Eduardo Pegurier – Publicada em 09 de Junho de 2010
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Tira o papel do lixo! – foto: Leo Freitas |
Papel reciclado custa menos? De acordo com estudo do IPEA, publicado em maio, a resposta é um sonoro sim: há um ganho líquido de 241 reais por cada tonelada de papel reciclado produzido.
Esse resultado pode ser dividido em 3 categorias:
- Ganhos diretos da produção: iguais ao custo das matérias primas usadas na produção de papel primário menos o custo das matérias-primas usados no reciclado. O primeiro valor é de R$687 por tonelada, contra apenas R$357/ton. para o papel reciclado, uma vantagem de R$330.
- Redução do impacto ambiental: cortes nas emissões de gases do efeito estufa, consumo de água, ocupação do solo e perda de biodiversidade. Eles foram estimados em R$24 por tonelada a favor, claro, do papel reciclado.
- Coleta e disposição: reciclar reduz a quantidade de lixo aterrado. Para o papel, essa economia foi calculada em R$23 por tonelada. Em compensação, a coleta seletiva é bem mais cara. Ela custa R$216 contra R$80 da coleta regular, ou R$136 a mais. Em termos líquidos, nesse item o papel reciclado tem desvantagem de R$113 por tonelada.
Somando tudo, chegamos aos ganhos de R$241 do início, equivalentes a uma redução de 35% em relação aos R$687/ton. do custo da produção do papel primário — veja cada etapa na tabela abaixo. Fica a pergunta: por que, em geral, o preço final do papel reciclado é maior?
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