Archive | ago, 2010

‘Morcegões’ espalham lixo pelas ruas

ago 31st, 2010No Comments

Matéria publicada no site:

www.estadao.com.br

por Vitor Hugo Brandalise - Publicada em 10 de Agosto de 2010

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À noite, uma frota de caminhões clandestinos de lixo percorre as ruas de São Paulo em busca de material reciclável. São os “morcegões”, caminhões sem identificação que recolhem produtos recicláveis separados pelos moradores, para levar a centrais de triagem clandestinas.

Flagrante. 'Morcegões' recolhem lixo na noite de quarta-feira nos Jardins: bairro é um dos preferidos por ter muito alumínio e plástico

Pelo caminho, deixam um rastro de sujeira nas ruas da capital. Também trazem prejuízo às 16 cooperativas conveniadas com a Prefeitura – os sacos de lixo abandonados nas ruas chegam a ter valor de 20% a 30% menor do que o material recolhido nos condomínios.

Os veículos irregulares – caminhões das décadas de 1970 e 1980, com placas apagadas ou escritas à mão – aproveitam-se da ineficiência da rede de coleta seletiva na cidade, que conta com 66 caminhões. Seriam necessários 500. “O resultado é que o material mais valioso não chega às cooperativas. É um dos motivos para a dificuldade que têm em se manter”, afirma René Ivo, coordenador da Coleta Seletiva Solidária do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.

Como nunca houve fiscalização específica, a Prefeitura não sabe o número de caminhões que circulam na capital – na estimativa das empresas de coleta, Loga e Ecourbis, são “ao menos cem”. Para as cooperativas de reciclagem, “são centenas”.

Das 22h de quarta-feira às 2h de quinta, o Estado flagrou cinco caminhões irregulares recolhendo lixo em áreas nobres da capital – Jardim Paulista e Cerqueira César, na zona sul, e Pinheiros e Vila Madalena, na zona oeste. Esses locais são procurados pelas características dos resíduos – mais alumínio e plástico – e por serem bairros em que a coleta seletiva é mais difundida (fazem parte das Subprefeituras da Sé e de Pinheiros, duas das que mais reciclam). Itaim-Bibi e Vila Mariana, na zona sul, são outros bairros visados, também pelas características do lixo.

Batizados de “morcegões” por atuarem à noite, os caminhões circulam diariamente – diferentemente da coleta seletiva oficial, que passa uma vez por semana. “Vêm toda noite e pegam o que interessa. Deixam o resto para trás, de qualquer jeito”, diz o comerciante Joaquim de Araújo, de 55 anos, proprietário de um posto de gasolina nos Jardins.

Os caminhões – abarrotados até o topo e com duas ou três pessoas empoleiradas em cima – circulam em alta velocidade. Além do problema da segurança, seus ocupantes, geralmente menores de idade, abrem os sacos de lixo e pegam só o que interessa. Na frente de um flat na Rua Haddock Lobo, por exemplo, abandonaram revistas e embalagens no chão. Do outro lado da rua, o rastro de outro morcegão foram restos de lixo orgânico.

Nunca enfrentado. O problema – alvo de reclamação das cooperativas de reciclagem, que dizem ficar com “o lixo” do material reciclado – nunca foi enfrentado. “Não há mapeamento. Para entender o problema e depois enfrentá-lo, é necessário investigação”, disse Elisabeth Grimberg, coordenadora executiva do Instituto Pólis. “É uma ponta desconhecida do problema com a coleta seletiva em São Paulo.”

Segundo o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), não há previsão de operações específicas contra os clandestinos. “A maioria deles é contratada por estabelecimentos que são grandes geradores de lixo e não respeitam a legislação”, informou, em nota. A fiscalização, nesses casos, atua somente em caso de denúncia ou flagrante.

Punição

R$ 250 é a multa para coleta irregular

R$ 12 mil é a multa para quem descarta lixo e entulho nas ruas

Certificação Aqua teve momento de consolidação em 2009

ago 30th, 2010No Comments

Matéria publicada no site:

www.revistasustentabilidade.com.br

por Fernanda Dalla Costa – Publicada em 06 de Agosto de 2010

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A certificação em construção sustentável Aqua (Alta Qualidade Ambiental) teve, em 2009, seu momento de consolidação no mercado, segundo Luiz Henrique Ferreira e Manuel Carlos Reis Martins, especialistas do processo. As perspectivas para 2010 são de aumento da procura pela certificação.

“Começamos a colher os primeiros resultados em 2009″, disse Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, consultoria especializada na certificação cuja história começou há 3 anos.

O desenvolvimento da certificação teve início em 2006. No ano seguinte, foram desenvolvidos os referenciais técnicos e em abril de 2008 houve o lançamento oficial.

“Em 2009, também apresentamos a Casa Aqua, um marco que tornou o processo Aqua conhecido nacionalmente”, afirmou o diretor.

Segundo coordenador do processo Aqua, Manuel Carlos Reis Martins, a metodologia da certificação passou por adaptações ao longo do ano, resultando nos referenciais para escolas, hotéis e residências.

“As categorias Energia e Acústica foram reavaliadas, com considerações sobre as normas brasileiras e o programa Procel, que propiciarão ajustes nos critérios em 2010″, disse o coordenador.

A apresentação da Casa Aqua em feiras de Construção e Meio Ambiente expandiu a visão dos consumidores sobre o tema, na opinião de Ferreira.

“Hoje, quando se fala em certificação, se fala em Aqua ou Leed e não mais somente em Leed, como era antigamente. O conceito de green building é muito mais conhecido hoje no sentido de uma construção sustentável e não uma construção Leed”, afirmou Ferreira.

Para o diretor da Inovatech, o fato da Aqua ser adaptada à realidade brasileira garante à certificação uma grande receptividade por parte de arquitetos e clientes, que começam a entender que se trata de um processo e não meramente de uma avaliação. Para Martins, que foi um dos responsáveis pela criação da metodologia, isso pode ser observado pelo aumento de consultas, propostas e contratos de certificação.

“Isso revela a motivação do empreendedor em demonstrar a alta qualidade ambiental por meio da certificação Aqua, baseada em auditorias presenciais independentes”, disse Martins. “Além disso, o público também está cada vez mais atento às questões ambientais, de conforto e saúde, acumulando conhecimento e apresentando novas necessidades.”

De acordo com os dois especialistas, essas motivações se refletem nos resultados de 2009: 15 contratos de certificação firmados, sete empreendimentos certificados e o lançamento do referencial habitacional.

“Acho que 2009 foi o ano em que o Aqua se consolidou no mercado, seja para o público em geral, pelas iniciativas da Casa Aqua, seja para o público técnico e acadêmico”, disse Ferreira.

Entre as expectativas para 2010 estão a conclusão de obras iniciadas em 2008, o aumento da procura pela certificação de edifícios comerciais e o início da demanda para edifícios e conjuntos habitacionais, mercado ainda não explorado  pelo Leed.

“A minha expectativa é de consolidação de mercado porém com conteúdo”, disse Ferreira. “Espero que a qualidade seja reforçada na sustentabilidade, e que o conceito seja cada vez mais difundido como consequência de um trabalho focado nos aspectos sociais, ambientais e econômicos.”

Para o diretor da consultoria, o Aqua apresenta a vantagem de ser uma metodologia muito bem composta, onde o empreendedor não pode desistir de algum aspecto, como é possível em outras certificações.

“No Aqua não dá para deixar de fazer uma coisa para fazer outra, ele abrange esse aspecto global, não dá para ser sustentável nos materiais e esquecer da água de chuva, por exemplo”, pontuou Ferreira.

Informativo 01 | Ano 2010

ago 20th, 2010No Comments

‘Ônibus-túnel’ promete resolver problema de trânsito

ago 20th, 2010No Comments

Matéria publicada no site:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/1,,EMI160826-16352,00.html

Publicada em 08 de Agosto de 2010

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O “3d Express Coach” (Ônibus Expresso 3D) permite que os veículos trafeguem por baixo e pretende diminuir em até 30% os congestionamentos

 

Um novo projeto de ônibus promete resolver os problemas de trânsito na China. A empresa de engenharia Shenzhen Huashi Future Parking Equipment está propondo que o governo adote um ônibus que oferece livre passagem para os carros, mesmo quando está parado no ponto para pegar passageiros. É praticamente um “ônibus-túnel”. 

Batizado de “3D Express Coach” (Ônibus Expresso 3D), o veículo de 4,5 metros de altura tem um design inovador. Como se pode ver no croquis do projeto, os passageiros ficam confortavelmente sentados no nível superior. A capacidade máxima é de 1400 passageiros por vez. O ônibus atinge velocidade de 60 km/hora. Mas o melhor é que o projeto leva em conta a busca por menores índices de poluição: o ônibus elétrico funcionaria a base de energia solar.

Graças à tecnologia de radar aplicada a scanners dentro do ônibus, os carros que “atravessam” o interior do veículo são avisados por um ruído sonoro quando por acaso se aproximam muito das paredes internas. E, no caso de algum acidente, o ônibus conta com uma rampa inflável semelhante a dos aviões, por onde os passageiros poderiam escorregar sem qualquer risco.

 

 

O ônibus terá capacidade para transportar até 1.400 passageiros por vez

 

Pelos cálculos do fabricante, o “3D Express Coach” reduziria em até 30% os congestionamentos nas grandes cidades chinesas.

O investimento para o projeto é de 500 milhões de yuans, ou seja, US$ 4,6 milhões para os ônibus e os trilhos nos quais vão deslizar as composições. O que, segundo a Shenzhen, representa apenas 10% dos custos para construir um sistema equivalente de metrô.

Um esquema piloto para a adoção do novo ônibus vai acontecer no distrito de Mentougou, em Pequim, com a construção dos primeiros 186 km de trilhos iniciando no final do próximo ano.

Carro que faz fotossíntese é apresentado na China

ago 19th, 2010No Comments

Matéria publicada no site:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI142128-16381,00-CARRO+QUE+FAZ+FOTOSSINTESE+E+APRESENTADO+NA+CHINA.html

Publicada em 22 de Maio de 2010

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Projeto de veículo que absorve dióxido de carbono e libera oxigênio é uma das novidades apresentadas na Expo Xangai 2010

 

Painéis com células fotovoltaicas são instalados no teto do carro para que absorva energia solar que vai mover o veículo

 

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A foto lembra uma planta, mas na verdade é um carro que vai além dos projetos de automóveis verdes já apresentados pela indústria automobilística. Batizado de YeZ, o veículo é construído com material orgânico e só utiliza energia limpa para se locomover. Mas seu grande diferencial está no processo que o aproxima de uma planta viva.

O carro conta com um dispositivo que permite absorver o dióxido de carbono da atmosfera e transformá-lo em oxigênio, um processo bastante semelhante ao das plantas durante a fotossíntese. Ou seja, em vez de poluir a atmosfera, ele ajuda a “purificar” o ar que respiramos.

O design do automóvel prevê a instalação de painéis solares no teto, que vão alimentar o sistema elétrico da máquina. Além disso, as rodas terão turbinas para capturar e converter energia eólica em eletricidade.

O projeto é da fabricante chinesa SAIC em parceria com as montadoras General Motors (GM) e Volkswagen e está sendo apresentado na Expo Xangai 2010, na China.

Por enquanto, o YeZ ainda é um projeto conceito, mas a expectativa das empresas é que, em breve, ele possa circular pelas ruas das cidades ajudando a limpar a poluição.

 

O projeto do YeZ prevê que ele utilize o ar que passa pelas rodas para transformar em energia eólica

 

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