Archive | jun, 2010

CBIC lança programa voltado à construção sustentável

jun 27th, 2010No Comments
Matéria publicada no site:
http://www.revistasustentabilidade.com.br/construcao-verde/cbic-lanca-programa-voltado-a-construcao-sustentavel
Escrito por por Fernanda Dalla Costa – Publicado em 17/06/10 - Publicado em 24/06/10
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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou o Programa de Construção Sustentável para ajudar as construtoras a minimizarem os problemas ambientais relacionados as suas atividades, informou a assessoria de imprensa da CBIC.

O programa integra as ações da Comissão de Meio Ambiente da CBIC e foi anunciado durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que aconteceu Maceió (AL).

As principais atividades a serem desenvolvidas no programa estão voltadas à redução de emissões de gases poluentes, a eficiência energética e o uso racional da água, bem como a utilização de materiais e de sistemas que agridam menos o meio ambiente.

Segundo a coordenadora técnica do programa, Lílian Sarrouf, o projeto surgiu a partir de estratégias adotadas no Reino Unido e do levantamento das ações desenvolvidas pela cadeia da construção, pela esfera governamental e por organizações não governamentais.

“O projeto tem como objetivo envolver os stakeholders e players do setor da construção, como construtores, incorporadores e universidades. É importante desenvolver ações produtivas que envolvam governo, sociedade, clientes e ONGs”, afirmou.

A Comissão de Meio Ambiente do CBIC começou sua atuação em novembro de 2009 e consiste em três etapas: validação da metodologia, levantamento de fatores, oportunidades e estratégias, elaboração de textos do plano de ação da comissão.

Maiores informações – http://www.cbic.org.br/projetos-estruturantes/construcao-sustentavel

Política de Resíduos Sólidos pode ser votada no dia 30

jun 25th, 2010No Comments
Matéria publicada no site:
http://www.senado.gov.br/cesarborges/
Publicado em 24/06/10
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O Senado pode votar no próximo dia 30, quarta-feira, o projeto substitutivo PLS 354/89 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), relatado pelo senador César Borges (PR-BA). A votação ocorrerá em sessão conjunta convocada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), com a participação de mais três comissões do Senado, de acordo com requerimento já aprovado. A intenção é apressar a tramitação da matéria, mas outra reunião conjunta convocada para aprovar a PNRS foi frustrada, no início de junho, porque senadores do PSDB impediram a votação.

O senador César Borges criticou a decisão dos senadores tucanos, porque o projeto que institui a PNRS tramita há 21 anos no Congresso, após ser iniciado pelo próprio Senado, e o país espera que os senadores definam agora esta questão. Pelo regimento, até mesmo mudanças mais profundas no texto também estão impedidas, na fase atual de votação, porque o projeto já foi apreciado também pela Câmara dos Deputados. Além disso, César Borges teme que a Copa do Mundo, o recesso e depois a campanha eleitoral possam levar esta votação para o próximo ano, caso não consigam votar na próxima quarta-feira.

“Fizemos tudo para agilizar a votação: como relator na CCJ, apresentei um requerimento para audiência conjunta, ouvimos a sociedade e o governo, e nesta mesma audiência aprovamos a votação conjunta, dispensando que cada uma das quatro comissões tivesse que votar seu próprio parecer, num processo muito demorado”, explicou César Borges. Ele lembrou que os senadores do PSDB que impediram a votação sequer estavam presentes na audiência pública. Além da CCJ, o PLS 354/89 também tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e Comissão de Meio Ambiente (CMA).

A manobra que impediu a votação da PNRS frustrou ainda a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que foi ao Senado acompanhar a votação e se solidarizou com César Borges pela ação que impediu a votação do relatório, quando os senadores do PSDB pediram verificação de quórum para encerrar a reunião das quatro comissões do Senado que aprovaria o parecer de César Borges. “Tudo estava preparado para a aprovação, o que seria importante para o país e uma homenagem à Semana Mundial do Meio Ambiente, mas de última hora apareceu um problema que ninguém sabe de onde”, afirmou o senador.

Produto sustentável é mais caro?

jun 17th, 2010No Comments
Matéria publicada no site:
http://www.revistasustentabilidade.com.br/blogs/pecados-verdes/produto-sustentavel-e-mais-caro
Escrito por Silvia Dias — Publicado em 19/05/2010 18:25
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Nem sempre a sustentabilidade tem um custo mais alto. A diferença de preços, muitas vezes, é puro greenwashing.

Dificilmente alguém relaciona sustentabillidade com produtos mais baratos. Já se tornou lugar comum no mercado ver os diversos atributos relacionados com este termo serem usados para justificar preços mais elevados. Por consequência, tem muita gente que acha que o tal do consumo sustentável é um luxo restrito às classes mais abastadas.

Infelizmente, a realidade do mercado é essa. Mas não porque a sustentabilidade custa mais. Muitas vezes, é por simples questão de posicionamento de mercado.

Dentro da lógica do marketing, existem os produtos feitos em grande quantidade que, com isso, ganham competitividade pela escala. Ou seja, custam menos porque sua produção é massiva. Aqueles que são feitos em pouca quantidade, destinados a segmentos específicos de consumidores, não têm essa competitividade. Têm, por outro lado, o atrativo de serem diferentes – e seus consumidores, por desejo ou necessidade, muitas vezes se dispõem a pagar mais para ter esse algo distinto. São os chamados produtos de nicho.

Quando começaram a surgir produtos ditos “ecológicos”, “orgânicos”, “sustentáveis”, eles eram produzidos em pequena escala para atender públicos específicos. Entraram, desta forma, na dinâmica do marketing de nicho, que valoriza o diferencial para obter um preço mais alto.

Mas atualmente, em pleno 2010, a sustentabilidade deixou de ser uma demanda de nicho: conforme inúmeras pesquisas demonstram, o consumidor deseja consumir produtos que respeitem o ambiente e ajudem as pessoas. Seus conceitos já começam a ser introjetados nas linhas de produção de massa. E como uma de suas premissas é a redução (de energia, de insumos etc.), muitas vezes as práticas produtivas mais sustentáveis são também mais econômicas. Mesmo quando há um gasto maior com certificações e rastreamento da cadeia, há ganhos proporcionados pela eliminação de desperdícios e por tecnologias mais eficientes que compensam os gastos.

Por que então o produto verde, orgânico, ecológico, sustentável ainda é percebido como um item mais caro? Porque as empresas mantiveram a lógica do marketing de nicho e lucram mais com esses itens.

E não estou falando necessariamente dos produtores, da indústria: converse com produtores de alimentos orgânicos aqui do cinturão verde de São Paulo e você descobrirá que eles não recebem mais por seus produtos que um produto convencional – só que na gôndola do supermercado dito “verde” eles são vendidos por um preço bem superior! A diferença fica na mão do varejista.

Não haverá economia sustentável se a sustentabilidade ficar restrita a determinadas classes sociais. E quem insistir em marquetear produtos sustentáveis a um preço mais alto estará pura e simplesmente cometendo um pecado verde. Para ser mais exata, o número 2: o pecado da falta de provas.

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