Logística reversa exige planejamento estratégico para minimizar custos

Tema da coleta e reaproveitamento dos resíduos por parte das empresas será discutido em conferência de “Supply Chain” durante a Intermodal South America, que acontece no próximo mês em São Paulo.

São Paulo – A indústria brasileira começou o ano recuperando parte da perda acumulada em 2013. De acordo com dados divulgados no dia 11 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial avançou 2,9% em janeiro, quando comparada ao mês anterior. O dado superou as expectativas do mercado e permite uma relação importante: quanto mais bens produzidos, maior a necessidade de planejar o retorno dos resíduos, na chamada logística reversa.

Caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, ou não, os modelos de logística reversa desenvolvidos em países da Europa, por exemplo, são semelhantes aos do Brasil. Mas o país conta com um fator de diferenciação, a expansão do consumo no mercado interno.

“A grande questão é que não se pode mais ignorar o efeito reverso. A logística reversa tem que ser estabelecida junto à estratégia de distribuição da empresa”, destaca o presidente da Febracorp (Federação Brasileira de Desenvolvimento Corporativo), que congrega o Inbrasc – Instituto Brasileiro de Supply Chain, Richard Lowenthal.

O executivo ainda chama a atenção para os custos que podem ser gerados. “A prática pode gerar tanto custo quanto oportunidade, depende do negócio. No caso de materiais que podem ser reutilizados é muito interessante e está alinhada à questão da sustentabilidade. Em outros casos, é preciso adotar um dos diversos modelos existentes para minimizar o efeito reverso ruim e otimizar essa logística”, adverte.

O tema “Logística Reversa como um Diferencial Competitivo” integra o painel inédito “Supply Chain – Identificando Soluções”, que acontecerá durante a conferência “Innovative Supply Chain” na 20ª edição da Intermodal South America, no dia 2 de abril, às 9 horas, em São Paulo. O painel ainda traz as sessões “A Cadeia de Fornecimento numa Visão Global” e “A Integração de Modais na Cadeia de Suprimentos” que irão abordar o cenário da cadeia de suprimentos na indústria, estratégias na área para resultados mensuráveis e impactos da Nova Lei de Resíduos Sólidos.

A Febracorp, por meio do Inbrasc, é parceira estratégica para a Feira, justamente por direcionar o painel à necessidade exigida pelo público qualificado das conferências. “O interesse em fechar esse trabalho já acontecia há algum tempo e felizmente esse ano conseguimos encontrar um caminho que acaba beneficiando a instituição, o evento e, em especial, o público de Supply Chain. A Intermodal South America possui um histórico consolidado, é a maior feira de logística do País e o bloco de palestras traz à tona discussões voltadas à cadeia de suprimentos”, explica Richard Lowenthal.

As inscrições para participar do programa de conferências da Intermodal 2014 estão abertas e podem ser feitas pelo sitewww.intermodal.com.br.

Com 20 anos de história, a Intermodal South America é o 2º maior evento do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. O evento reúne, em três dias, os principais players do mercado nacional e internacional, impulsionando negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking.

Em sua última edição, reuniu mais de 600 empresas, representando 26 países e atraiu 48.500 visitantes. Em 2014, a Intermodal acontece entre os dias 1 e 3 de abril, das 13 às 21 horas, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

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