Crescimento da reciclagem de Isopor pode trazer benefícios à construção civil

Pesquisa mostra que o Brasil reciclou, em 2012, 34,5% do EPS (poliestireno expandido) que consumiu, ou seja, reciclou 13.570 toneladas das 39.340 toneladas de EPS pós-consumo.

Ao segregar o resíduo pós-consumo nota-se ampla superioridade em termos de volume disponível do resíduo não doméstico em detrimento do doméstico. Os resíduos domésticos são aqueles gerados dentro de residências, enquanto os não domésticos são provenientes de hospitais, empresas, centros comerciais e instituições.

Os dados mostram que a reciclagem do EPS pós-consumo (embalagens diversas, entre outros) tem crescido em um ritmo de 25,3% ao ano no Brasil, resultado muito positivo, comparável a países desenvolvidos. Em 2008, por exemplo, o Brasil reciclava apenas 13,9% do que era descartado na época.

Em 2012, as 22 recicladoras de EPS do Brasil faturaram juntas R$ 85,6 milhões e empregaram 1.413 pessoas. Essas empresas representam uma capacidade instalada de 30.473 toneladas.

O Sudeste é a região que apresenta os maiores volumes de produção de reciclado, condizente com a sua maior capacidade instalada de reciclagem. A região Sul também tem uma posição relevante em termos de produção, por conta de melhores condições logísticas – inclusive com iniciativas eficientes de logística reversa – que favorecem um alto nível operacional do parque industrial de reciclagem.

Em 2012, a indústria brasileira de reciclagem de EPS operou com 60% de sua capacidade instalada, marca que pode ser melhorada com maior atenção à coleta seletiva. E Isso porque, mesmo o EPS sendo um material muito comum no cotidiano, muitas pessoas não sabem que o EPS é um plástico e que é 100% reciclável. Este cenário mudará significativa e positivamente com a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.

A Construção Civil é o maior mercado para o EPS reciclado, com cerca de 80% (misturado em argamassa, concreto leve, lajotas, telhas termoacústicas, rodapés e decks de piscinas). Outras aplicações são verificadas para a indústria de calçados (solados, chinelos), móveis (preenchimento de puffs, por exemplo), na fabricação de utilidades domésticas (vasos de flor, floreiras, molduras de quadro), entre outros produtos.

A pesquisa sobre o índice de reciclagem do EPS foi encomendada pela Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos à Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial. Além disso, envolveu empresas de todo o Brasil.

Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, o objetivo deste trabalho é acompanhar o desenvolvimento deste setor que gera emprego e renda ao Brasil e que compõe o cenário dos novos desafios que se apresentam a partir da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos. “O processo de maturação da indústria da reciclagem passa também por um trabalho de informação e conscientização da sociedade sobre a importância do consumo responsável e descarte correto dos produtos para a economia, assim como para a preservação do meio ambiente”, afirma o executivo.

Fonte: ABRE – Associação Brasileira de Embalagem – 23/07/2014
Endereço:http://www.abre.org.br/noticias/brasil-recicla-345-do-eps-pos-consumo/